Manchester United vence o seu rival e leva a Supercopa da Inglaterra

09/08/2011 00:24

Por: Gilmar Siqueira

No jogo realizado neste domingo (07/08) em Wembley, enfrentaram-se Manchester United e Manchester City pela FA Community Shield (a Supercopa da Inglaterra). De virada, os Red Devils venceram os Citizens por 3x2.

Há de se destacar que Roberto Mancini está tentando modificar seu pensamento em relação à temporada passada, tanto que armou os Sky Blues em um 4-1-4-1, tendo apenas De Jong como principal homem de marcação. O capitão Tévez não jogou porque teve as férias prolongadas e o novo contratado, Kun Agüero, ficou no banco por opção do técnico italiano.

Pelo lado dos Red Devils, Sir Alex Ferguson utilizou o tradicional 4-4-2, sendo que Rooney voltava constantemente à zona de 3/4 do meio-campo, fazendo o esquema variar para um 4-4-1-1. De surpresas apenas a escalação de Danny Welbeck ao lado de Rooney no ataque, aos invés de Dimitar Berbatov. Ashley Young, contratado junto ao Aston Villa, disputou sua primeira partida oficial.

O jogo começou com pressão dos atuais campeões ingleses, principalmente com Welbeck e Ashley Young, aproveitando que Yaya Tourè não estava voltando para ajudar De Jong na marcação. Apesar da posse de bola e de muitas jogadas em velocidade, o United criava poucas chances efetivas de gol.

O City, por sua vez, dependia quase que exclusivamente de David Silva, jogando mais centralizado na segunda linha de 4. Ele era o principal responsável por fazer a saída de bola e até mesmo concluir as jogadas. Vale destacar que, mesmo sobrecarregado, ele teve um bom desempenho, já que Carrick e Anderson não foram tão bem assim na marcação.

Apesar desta melhora do time azul, quem continuava pressionando era o United. Mas como diz o ditado, "quem não faz, leva". Foi exatamente isso que aconteceu aos 38 minutos quando, após perfeita cobrança de falta realizada por David Silva, Lescott subiu para cabecear, completamente livre e colocou o Manchester City na frente.

Para tornar as coisas ainda mais complicadas para os comandados de Sir Alex Ferguson, o bósnio Edin Dzeko aproveitou-se do buraco deixado por Carrick e Anderson no meio-campo e chutou no canto do jovem goleiro De Gea. Este, poderia claramente ter chegado na bola, mas não o fez. Citizens foram com vantagem para o intervalo.

Na volta do segundo tempo Ferguson já fez logo três substituições, colocando Tom Cleverley, Jonny Evans e Phil Jones, nas vagas de Carrick, Vidic e Ferdinand, respectivamente. Já que time que está ganhando não se mexe, Mancini manteve a mesma escalação.

O treinador italiano só não contava com uma melhora estupenda do Manchester United, que desde o apito de Phil Dowd pressionou constantemente em busca do gol, que parecia apenas uma questão de tempo.

Logo aos 7 minutos, após uma cobrança de falta feita por Nani, Smalling apareceu livre na cara de Joe Hart para marcar. Tal como no gol do City, onde a defesa do United falhou de forma ridícula, aconteceu no primeiro gol dos Red Devils na partida.

Mas o ímpeto do time vermelho não parou por aí e a pressão seguia. O garoto Cleverley havia entrado bem demais ao lado de Anderson e era o principal responsável pela saída de bola. Até Smalling, um zagueiro improvisado na lateral-direita, teve muito espaço para apoiar.

Sete minutos após o primeiro gol, veio o segundo. Este foi um daqueles gols para ser ver várias vezes, uma verdadeira obra-prima. Nani começou uma jogada pela faixa central, tabelou primeiro com Rooney e depois com Cleverley até sair na cara de Hart e tocar por cima do goleiro inglês. Em toda a jogada foram 10 toques na bola, sendo dois deles de calcanhar.

Percebendo que precisava recuperar o meio-campo, Mancini sacou Mario Balotelli e colocou Gareth Barry, passando a atuar em um 4-2-3-1, assim como na última temporada. O problema era que Yaya  Tourè teve uma péssima atuação e não conseguia carregar a bola até o ataque, frustrando os planos do treinador italiano.

E quando a prorrogação já era iminente, eis que depois de uma bola tirada pela defesa do United, Kompany falha no desarme e a parde para Nani, que dá uma arrancada desde o meio-campo até a área e ainda encontra fôlego para driblar o goleiro Sky Blue e virar o jogo para o Manchester United.

Depois desta virada fantástica sobre o grande rival, o Manchester United começa a temporada, mais uma vez, com o pé direito. Enquanto isso, o Manchester City (leia-se Roberto Mancini) precisava rever alguns de seus conceitos.